Eu não escrevo para que me entendam, eu escrevo para me entender, não faço força para ser compreendido, só expresso o que vem de dentro da alma em palavras. Não busco sentimentos que não existem e nem compartilho momentos que não vivi, apenas, escrevo com a intenção de anotar o que hoje eu senti, nada mais que isso, aos que me entendem, parabéns, aos que me acham confuso, parabéns também. Prefiro escrever algo real com a consciência limpa do que algo banal por troca de migalhas de atenção, prefiro que as pessoas se encontrem em mim através de fatos, e não através de frases sem sentimento. E sempre será assim, na maioria das vezes, confuso e incompreendido, pelo menos assim eu tenho a certeza que os loucos serão os únicos a dizer, isso fez sentido, ou não. Talvez não faça sentido mesmo, mas pra mim faz e é isso que importa.
Estou me relendo tanto, que chego ao ponto de não achar uma definição correta para simplificar alguns questionamentos sobre quando me perguntarem: quem és tu? Sinceramente não sei, no entanto pretendo não ser ninguém, futuramente continuarei assim; ainda prefiro viver nesse meu sentido desconhecido, sem sentir, dizer ou sonhar nada que fuja fora de mim tão inexplicavelmente. E porque eu me descreveria? Serio, juro que já tentei, mas é tanta idiotice que fico irritado comigo mesmo. E veja essa minha animação toda ao falar de mim, veja bem, onde acha graça? Quem um dia me conheceu bem, hoje ver tantas dúvidas em mim. Como uma certa vez eu vi uma frase da Clarice Lispector que dizia “Sou uma pergunta”, acho que essa definição cairia bem sobre mim, pois quem um dia quisesse saber como estou que me pergunte, quem sabe por sorte ele descubra algo que nunca serei, normal.